SOB ENCOMENDA

Brevilóquio

Brevilóquio

São Boaventura| Teologia | ISBN: 9788584910793 | 1ª Edição | 272 págs. | Editora: Ecclesiae | Ano de Publicação: 2018 | 23 x 16cm | Brochura | Brasil

Brevilóquio, como o próprio nome indica, é um "pequeno tratado", um "discurso breve", escrito, como o autor diz no início do texto, a pedido dos principiantes no estudo da Teologia. Num momento de grande efervescência intelectual, como o foi o da vida universitária parisiense na metade do século XIII, era natural que os iniciantes se sentissem perdidos entre distinções, divisões, subdivisões , capítulos, partes etc., e , não raro, tivessem saudades dos bons tempos do estudos filosóficos, pois a leitura de Aristóteles, Boécio, Porfírio, Prisciano e Cícero parecia-lhes bem mais amena e ordenada. Por isso, Boaventura procura tratar os grandes problemas teológicos de um modo diferente do costumeiro, isto é, sem a série de argumentos pró e contra, sem responder às objeções, sem citar as "autoridades". Sobra então um discurso denso, de extrema concatenação lógica, onde o raciocínio pode ser seguido com relativa felicidade. Em seu gênero, trata-se de uma obra quase perfeita, sendo seguramente o melhor texto medieval. No prólogo da obra, trata longamente da origem, do método, da finalidade e da abrangência da Sagrada Escritura. Nas sete partes que se seguem, resume o que era tema dos comentários aos Quatuor libri sententiarum de Pedro Lombardo.

i ENCOMENDAR e PERGUNTE SOBRE ESTE LIVRO
Compartilhe:

AVALIAÇÕES DE CLIENTES SOBRE O LIVRO Brevilóquio

e AVALIE ESTE LIVRO

Biografia do(a) autor(a) São Boaventura:

Boaventura nasceu em Bagnoregio, na região do Lácio perto de Viterbo, na época parte dos Estados Papais. Quase nada se sabe sobre sua infância, exceto os nomes de seus pais, Giovanni di Fidanza e Maria Ritella.
 
Ele entrou para a Ordem Franciscana em 1243 e estudou na Universidade de Paris, possivelmente sob a direção de Alexandre de Hales e certamente sob a de seu sucessor, João de la Rochelle. Em 1253, era o titular da cadeira franciscana em Paris. Infelizmente para Boaventura, a disputa entre os franciscanos seculares e os mendicantes atrasou seu mestrado até 1257, quando finalmente conseguiu o título - equivalente medieval ao de doutor - juntamente com Tomás de Aquino. Três anos antes, sua fama já tinha lhe valido a posição de palestrante sobre "Os Quatro Livros de Sentenças", um livro de teologia escrito por Pedro Lombardo no século XII.
 
Depois de conseguir defender com sucesso sua ordem contra as críticas do grupo contrário aos mendicantes, Boaventura foi eleito ministro-geral da ordem. Em 24 de novembro de 1265, foi selecionado para o posto de arcebispo de York, mas jamais foi consagrado e acabou renunciando ao posto em outubro de 1266.
 
Durante seu mandato, o capítulo geral de Narbona, realizado em 1260, promulgou um decreto proibindo a publicação de qualquer obra por membros da ordem sem permissão prévia dos altos escalões. Esta proibição induziu muitos autores modernos a criticarem os superiores de Roger Bacon, acusados de invejarem as habilidades do pupilo. Porém, a proibição que afetou Bacon foi uma geral, que se estendia a toda e qualquer obra e não apenas a de Bacon. Ademais, sua promulgação não tinha suas obras como alvo e sim as de Gerard de Borgo San Donnino, que havia publicado em 1254, sem permissão, uma obra herética chamada "Introductorius in Evangelium æternum. Foi para evitar que algo assim se repetisse que o capítulo-geral emitiu a proibição, idêntica à "constitutio gravis in contrarium" citada por Bacon. O decreto foi finalmente revogado, o que favoreceu Bacon, de forma inesperada em 1266.
 
Boaventura foi instrumental para a eleição do papa Gregório X, que premiou-o com o título de cardeal-bispo da Diocese de Albano e insistiu que ele comparecesse ao grande Concílio de Lyon de 1274. Lá, depois que suas importantes contribuições ajudaram a aprovar uma fugaz reunião das igrejas latina e grega, Boaventura morreu repentinamente e em circunstâncias suspeitas. O artigo sobre ele na "Enciclopédia Católica" traz citações que sugerem que ele teria sido envenenado. A única relíquia existente do santo são o braço e a mão que ele utilizou para escrever seu "Comentários sobre as Sentenças", ambos agora preservados em Bagnoregio, na igreja paroquial de São Nicolau.
 
Sua teologia é marcada pela tentativa de integrar completamente a fé e a razão. Ele acreditava que Cristo era o "único mestre verdadeiro" que oferece à humanidade conhecimentos que nascem da fé, se desenvolvem através de uma compreensão racional e tornam-se perfeitos pela união mística com Deus.


Veja mais livros deste(a) autor(a).

Informe a sua dúvida sobre o livro Brevilóquio:




Para fechar esta janela, clique no botão Fechar ou tecle a tecla ESC.

Facebook Nebli Livraria